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Descubra quais as características de um namoro cristão

Hoje é dia dos namorados! Mais do que proporcionar momentos românticos – que são importantes e especiais – é importante fortalecer os propósitos e entregar o relacionamento nas mãos do Criador que, desde o princípio, chamou homem e mulher para viverem juntos (cf. Gn 1, 26-28).

Um namoro para ser chamado de cristão precisa, acima de tudo, vivenciar a submissão à vontade de Deus, porque entende que não se namora com o objetivo de satisfazer uma carência, mas para trilhar junto com o outro um caminho de santidade e caridade em vista da construção de uma família.

Listamos 7 características que casais cristãos devem trazer consigo e são indispensáveis para que se dê passos concretos nessa trajetória.

#1. Propósito

Um dos grandes perigos na hora de começar um namoro cristão é ser ludibriado pelas carências afetivas e sexuais, e empreender um relacionamento sem um propósito definido. Certamente, as chances de fracasso por ciúmes, dependências, exigências, cobranças são bem maiores. É preciso compreender os sentimentos desde que eles surjam.

É natural, e é parte do projeto de Deus, a atração entre os namorados. Mas não é suficiente para se construir algo sólido. É preciso entender qual o propósito que nos anima, além do prazer. O grande propósito de um casal cristão é o matrimônio, como vontade de Deus para as famílias. Isso será possível a partir da próxima característica.

#2. Espiritualidade

Como foi dito, o namoro faz parte do caminho de um casal que busca fazer a vontade de Deus. Portanto, como fazer a vontade de alguém com quem eu não converso, não tenho intimidade? Isso só será possível a partir de uma vida de oração, e como casal é preciso proporcionar momentos de oração juntos, no quais, os namorados olhem na mesma direção. Só assim, poderão amadurecer os propósitos, compreender a direção e os desígnios do Senhor em suas vidas. É preciso que, antes de cada novo passo, seja possível discernir, pela oração, o tempo e a direção necessária.

#3. Diálogo

Acima de qualquer coisa, um namoro cristão é edificado em uma sincera amizade. Isso se constrói a partir de muito diálogo. É preciso que se converse sobre tudo: história de vida, preferências, posicionamentos, opiniões, necessidades, perspectivas, religião. Enfim, não se pode ter restrição e receios no diálogo com quem se quer construir uma vida inteira. Você precisa conhecer muito bem seu namorado/namorada para dar um passo mais sério. Como já falamos: é preciso saber para onde se está caminhando!

#4. Castidade

Chegamos ao “bicho de 7 cabeças” do namoro cristão, e não é bom que seja assim. A castidade não pode ser vista como uma lista de proibições que tiram a liberdade e a intimidade de um casal.

Primeiro, é preciso entender que toda liberdade é passível de responsabilidade, se não é libertinagem. O namoro tem um nível de liberdade e intimidade que o noivado superará, e sobretudo a vida matrimonial irá superar.Não cabe ao namoro intimidades de cunho sexual, pois isto pressupõe uma relação perene e de entrega total, impossível de ser vivida no namoro.

O namoro é tempo de conhecimento, logo é preciso estar disposto a dar um passo após o outro. Certamente, existem momentos em que o namoro esquenta! Aqui é preciso fortalecer os propósitos, na compreensão de que a atração e o desejo sexual são dons de Deus e fazem parte do prazer humano. Porém serão vividos de forma plena e verdadeira ao seu tempo.

Façamos da castidade uma escola de amor. Quem acha que é impossível esperar para viver uma vida sexual a seu tempo, não está pronto para um relacionamento duradouro.

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#5. Relação com a família

Sim, namoro cristão é relacionamento que caminha para o matrimônio, e como nossos pais costumam dizer: “quando você se casa, se casa com a família inteira”. É preciso entender que seu namorado/namorada não é apenas quem você conheceu, achou bonito e legal. Ele é mais do que isso. É uma história, cultura, criação, educação e a partir de um namoro será parte do seu universo também. Como dizem “cada cabeça é um mundo”! Num namoro há a junção de dois mundos, e a relação com o “outro” mundo é mais do que necessária para que as diferenças não atrapalhem os propósitos, mas sejam o local da caridade, da compreensão e da descoberta.

#6. Aconselhamento

Uma das grandes graças de viver em uma comunidade de fé e oração é saber que não se caminha sozinho. Portanto, o casal cristão podem contar com a ajuda e os conselhos de irmãos mais experientes, como casais cristãos com mais tempo de relacionamento e maturidade, assim como a palavra de um sacerdote ou diretor espiritual que possa acrescentar e iluminar os passos e os momentos difíceis.

#7. Espera em Deus

Acima de qualquer coisa, o namoro é um tempo de conhecimento e espera. Uma espera ativa, onde o casal vive uma experiência de entrega e amor que amadurece a cada dia que passa. Sobretudo, é preciso ter essa disposição em esperar a maturidade de cada fase para se chegar ao objetivo: fazer a vontade de Deus.

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