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Artigos › 24/07/2018

A grande razão pela qual os maus hábitos são tão difíceis de quebrar

Uma vez que mais de 45% das nossas atividades diárias são habituais, precisamos saber como mudar isso

Imagem: Aleteia

A maioria das decisões que tomamos diariamente pode parecer para nós o produto de um processo de tomada de decisão reflexivo, mas isso não é inteiramente o caso: muitas são, na verdade, o resultado do hábito.

Um hábito é formado quando repetimos uma ação com frequência, até que se torne um comportamento inconsciente. Essas ações se tornam automáticas e, consequentemente, não exigem muita atenção, esforço ou motivação de nossa parte. Pelo contrário, precisamos de muita motivação e esforço para realizar atividades que não são automáticas, ou seja, ações que ainda não são habituais.

A vantagem de um hábito é que, como é automático, podemos fazê-lo sem pensar. Não precisamos de motivação ou força de vontade. Se o hábito é bom, torna nossa vida diária mais fácil e mais virtuosa. A desvantagem é que alguns de nossos hábitos diários não são saudáveis, por isso estamos repetindo ações que colocam nosso bem-estar integral em risco.

Os hábitos geralmente começam sem que percebamos; eles são estabelecidos inadvertidamente, e no momento em que queremos nos libertar deles, eles se tornaram rotinas que parecem impossíveis de mudar.

Os hábitos surgem porque nosso cérebro está sempre procurando formas de economizar seus recursos. Se permitimos que ele use seus mecanismos naturais, nosso cérebro tentará converter quase todas as rotinas em um hábito, porque os hábitos deixam nosso cérebro descansar com mais frequência. Esse instinto de economizar energia é altamente vantajoso. Um cérebro eficiente nos permite parar de pensar constantemente sobre comportamentos básicos, para que possamos dedicar nossos pensamentos a coisas mais complexas.

De acordo com Ann Graybiel, pesquisadora do MIT (sigla em inglês para Instituto de Tecnologia de Massachusetts): “Os hábitos nunca desaparecem realmente. Eles são codificados nas estruturas do nosso cérebro, e isso é uma grande vantagem para nós, porque seria horrível se tivéssemos de reaprender como dirigir após todas as férias. O problema é que seu cérebro não pode dizer a diferença entre maus e bons hábitos e, portanto, se você tiver um mau hábito, ele está sempre à espreita, esperando as sugestões e recompensas”. Isso explica por que é tão difícil para nós criar hábitos de fazer exercícios, por exemplo, ou de comer uma dieta saudável, se primeiro formamos hábitos não saudáveis. No entanto, pela mesma lógica, se aprendemos a criar novos hábitos neurológicos que reforçam comportamentos positivos, podemos deixar nossas rotinas não saudáveis ​​em segundo plano.

Um hábito não saudável é aquele que tem consequências negativas para sua saúde física, mental, emocional e/ou social. 

A psicologia da formação de hábitos propõe uma regra:

  • Lembrete (ou sugestão): um estímulo que inicia o comportamento
  • Rotina: a ação realizada
  • Recompensa: o benefício obtido quando realizamos a ação

Nosso cérebro estabelece uma conexão neuronal permanente para iniciar, executar e finalizar uma ação repetida, desde que tenha o mesmo lembrete. Se a ação resultar em uma recompensa, na próxima vez que encontrarmos a mesma sugestão ou lembrete, nos engajaremos na mesma rotina. Desta forma, a recompensa de um resultado positivo serve como motivação e estímulo para não perder essa rotina positiva.

Mais de 45% das nossas atividades diárias são hábitos que definem nosso estilo de vida atual e que estão construindo a vida que teremos no futuro.

Devemos lembrar que, para mudar os maus hábitos, devemos começar por incorporar em nossas vidas um hábito saudável de cada vez. Apenas um. Desta forma, podemos fazê-lo conscientemente e não nos surpreender. Incorporar apenas um hábito saudável introduz um efeito positivo que irá melhorar todas as áreas da nossa vida e pode enfraquecer outros maus hábitos que queremos eliminar.

Fonte: Aleteia

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