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Artigos › 19/04/2021

5 objetos essenciais na missa e seus profundos simbolismos

Na Igreja Católica, muitos objetos são utilizados ​​durante a missa. Para um observador casual, eles podem até parecer aleatórios. Mas são exatamente o oposto.

Cada objeto da missa existe para um propósito específico e tem um belo simbolismo por trás dele.

Aqui está uma lista dos objetos mais comuns que você pode ver na liturgia e por que a Igreja os considera espiritualmente úteis.

Velas

As velas sempre foram usadas na Igreja de forma simbólica. Desde os tempos antigos, a vela acesa foi vista como um símbolo da luz de Cristo. Isto é claramente expresso na Vigília Pascal, quando o diácono ou sacerdote entra na igreja às escuras com a única vela pascal. Jesus veio ao nosso mundo de pecado e morte para trazer a luz de Deus para nós. Ele expressou essa ideia claramente no Evangelho de João:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida ” (João 8,12).

Alguns também apontam para o uso de velas como uma lembrança dos primeiros cristãos que celebravam a missa nas catacumbas à luz de velas. Diz-se que isso deve nos lembrar do sacrifício que eles fizeram, bem como da possibilidade de que nós também possamos estar em uma situação semelhante, celebrando a missa sob ameaça de perseguição.

Incenso

O incenso era uma parte vital da adoração de muitas religiões antigas. No Tabernáculo, assim como no Templo, Deus ordenou que um “altar de incenso” fosse construído. Deus ordenou ao sumo sacerdote: “Haverá desse modo incenso diante do Senhor perpetua­mente nas gerações futuras” (Êxodo 30, 8).

Ligada a essa tradição está a frase mais conhecida que menciona o incenso no Antigo Testamento:

“Que minha oração suba até vós como a fumaça do incenso, que minhas mãos estendidas para vós sejam como a oferenda da tarde” (Salmos, 140).

Cálice

É o mais digno de todos os vasos sagrados, destinado a portar o Preciosíssimo Sangue de Cristo.

Cristo utilizou um cálice na Última Ceia como representação de seu sacrifício. Embora o cálice não tenha sido externamente precioso, se tornou precioso por seu conteúdo. Pois enquanto a missa e sua oração eucarística remetem às ações de Cristo no cenáculo há cerca de dois mil anos, essa ação histórica existe atualmente em esplendor celestial, e é por isso que ela pode se tornar presente para nós de qualquer maneira.

Alfaias litúrgicas

Sobre o cálice, ficam as “alfaias litúrgicas” ou tecidos litúrgicos. O sanguíneo, por exemplo, é uma pequena toalha para limpar e enxugar os vasos sagrados que contiveram a Eucaristia, evitando que alguma partícula se perca.

Já o corporal é um pano quadrado que se dobra três vezes na vertical e três na horizontal. Desdobrado sobre o altar, colocam-se sobre ele os vasos sagrados com as Sagradas Espécies Eucarísticas.

Por fim, há a pala, uma alfaia quadrada e geralmente bordada que cobre o cálice com o vinho.

Casula

A casula é uma veste litúrgica que lembra ao sacerdote que ele é “outro Cristo” no sacrifício da Missa. Além disso, lembra ao padre que ele se revestiu do “homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade” (Efésios 4,24).

A casula também simboliza a “vestimenta sem costura” usada por Cristo quando foi levado à crucificação. Isso acentua ainda mais a conexão entre o sacerdote, a missa e o sacrifício de Jesus na cruz. Uma ornamentação comum da casula é uma grande cruz na parte de trás ou na frente da vestimenta para cimentar ainda mais o simbolismo. A cor desta vestimenta é varia de acordo com o tempo litúrgico ou festividade.

 

Fonte: Aleteia

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