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Notícias da catedral › 27/03/2018

Catedral medita as dores de Maria nesta terça-feira santa

Imagem de Nossa Senhor das Dores na Catedral de Palmas

Neste terceiro dia da Semana Santa, a Catedral de Palmas celebra o Setenário das Dores de Maria.  Contemplar as sete dores da mãe de Jesus é associar a Virgem Maria à obra da Salvação. É uma prática que nos possibilita perseverança na fé e no seguimento de Jesus Cristo.

Padre Eduardo Zanom, pároco da Catedral de Palmas, explica que rezar o Setenário “é uma oportunidade de entendermos o quanto importância assumimos na nossa missão inteiramente, a exemplo de Maria que assumiu a sua missão de mãe do Salvador e foi capaz de viver as dores desta missão”.

Na Catedral de Palmas os fieis são convidados a refletir as Dores de Maria nesta terça-feira, 27, após a missa das 18h30. “Somos chamados a contemplar a dor, mas uma dor que edifica, uma dor que vai nos levar a ressurreição”, convida o pároco.

Quais são as sete dores de Maria?

A primeira dor de Maria é o acolhimento com fé da profecia de Simeão, conforme relata o evangelista Lucas (cf. Lc 2,34-35): “Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser uma causa de queda e de soerguimento para muitos homens em Israel, e a ser um sinal que provocará contradições, a fim de serem revelados os pensamentos de muitos corações. E uma espada transpassará a tua alma”. Maria ciente de sua missão compreendeu e aceitou imediatamente essa profecia.

A segunda dor é quando Maria foge para o Egito com Jesus e José: “Depois de sua partida, um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito”, narra o evangelista Mateus (cf. Mt 2,13-14).

Procurar Jesus perdido em Jerusalém é a terceira dor de Maria. Lucas (cf. Lc 2,43-45) conta que “acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele”.

A quarta dor de Maria é o seu encontro com Jesus no caminho do Calvário: “Enquanto o conduziam, detiveram um certo Simão de Cirene, que voltava do campo, e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus. Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito e o lamentavam”, conta Lucas (cf. Lc 23, 26-27).

 Permanecer junto à cruz do seu Filho é a quinta dor da Virgem Santíssina. O evangelista João (cf. Jo 19,25-27) descreve: “Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa”.

A sexta dor da mãe do Salvador é receber nos braços o corpo de Jesus deposto da Cruz. “À tardinha, um homem rico de Arimatéia, chamado José, que era também discípulo de Jesus, foi procurar Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos cedeu-o. José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco”, narra Mateus (cf. Mt 27,57-59).

Levar ao sepulcro o corpo de Jesus à espera da ressurreição é a sétima dor de Nossa Senhora. “Tomaram o corpo de Jesus e envolveram-no em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar. No lugar em que ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda fora depositado. Foi ali que depositaram Jesus por causa da Preparação dos judeus e da proximidade do túmulo”, registra o evangelista João (cf. Jo 19,40-42).

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