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Artigos, Catequese › 02/07/2019

Estou de férias da Catequese, mas e dos meus compromissos com Jesus?

Para a criançada, julho é  um período de pausa na escola. Aproveitar o tempo para brincar, ficar com a família, jogar games, ou simplesmente, não fazer nada, é o desejo da maioria dos pequenos. Desse modo, as crianças também entram em férias da catequese, e tem nos momentos destinados à reuniões, mais uma oportunidade para fazer o que quiserem. Mas, cuidado! Se tira férias da Catequese, mas não se tira férias dos compromissos cristãos. É preciso que os pais estejam atentos para em meios aos inúmeros programas familiares, a vida espiritual e sacramental não ficarem comprometidas.

Crianças brincam com catequistas nos Festejos 2019/ Foto: Heraldo Lima

As férias precisam ser um tempo da família

Um período de descanso é graça de Deus, e permite um quebra na rotina, de modo que seja possível voltar a ativa com menos tensões e mais foco. Para as aulas, isso é maravilhoso, e quando se trata da vida familiar, essa mudança no cotidiano propicia mais proximidade, interação, intimidade, e possibilidade de encontro.

Muitas famílias se perdem em uma rotina frenética, repleta de compromissos, trabalho, estudos, eventos. Quando é possível parar para relaxar, todos só querem uma coisa: não se comprometer com nada. Em um de seus inúmeros artigos “Tenho Sede”, o arcebispo metropolitano de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães, fala sobre esse período, e sua importância.

“Ninguém é de ferro e não somos máquinas para trabalhar todo dia, todo mês e todo ano. […] Férias é tempo de se fazer coisas diferentes que durante o tempo de trabalho e da escola não foi possível fazer” (Tenho sede, eis o meu lema.Dom Pedro Brito Guimarães, Ed. Comunidade Obra de Maria, p. 47-48)       

As famílias precisam dessa pausa nos compromissos para estreitar os laços, curtirem momentos juntos, e sobretudo se dedicarem uns aos outros. Certamente, dentre as melhores lembranças guardadas da infância, as férias distam entre as mais fortes. Portanto, é um bem inegociável, sobretudo quando se tem filhos.

Primeira comunhão 2018 com catequizandos da Catedral/ Foto: Arquivos Catedral

Como fica a vida sacramental e espiritual nas férias da catequese?

Do mesmo jeito de antes. Não se tira férias de Deus! O compromisso da missa dominical, de rezar em família, ao acordar e ao dormir, de meditar os mistérios do santo terço etc, continuam e devem potencializar-se ainda mais nesse tempo ocioso. Além dessas práticas espirituais, seria muito importante aproveitar o tempo livre para ensinar as crianças sobre a importância das obras de misericórdia, e quem sabe fazê-las em família.

Aos que não conhecem, as obras de misericórdia são:

“As obras de misericórdia são as acções caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais.Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem nomeadamente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem tecto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos . Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus”. (Catecismo da Igreja Católica, 2447)

Levar as crianças e os jovens a viver essas dimensões, possibilita uma evangelização contínua, capaz de fomentar no coração de cada um o amor a Deus e ao próximo. Lembremos que de Deus e do próximo não se tira férias!

 

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