Praça dos Girassóis — Palmas, TO

(63) 3213-3633

JUVENTUDE – Série especial NAMORO  E FAMÍLIA CRISTÃ

Grupo de jovens Ruah tira dúvidas com casais da Pastoral Familiar sobre o namoro

Estamos dando início a uma série especial sobre NAMORO E FAMÍLIA CRISTÃ. A produção do Jornal Catedral em ação, a Pastoral familiar e o grupo de jovens Ruah, colheu pelas redes sociais uma série de dúvidas dos jovens sobre esses temas. No domingo, dia 19 de maio, foi realizada uma tarde especial para respondê-las. A Pastoral familiar enviou 3 casais: Roberto e Liliany, Rodrigo e Andréia e Heraldo e Anne Beatriz para responder as perguntas. Foi definido que cada resposta levaria 3 minutos, e que os demais casais poderiam fazer alguma consideração acerca do respondido em 1 minuto. 

Para cada mês, disponibilizaremos uma resposta que poderá ajudar os jovens a fazerem um caminho de  discernimento e formação. Confira! 

Imagem: Internet

Pergunta enviada por um jovem através das redes sociais: Quais as consequências de um jovem escolher não viver a castidade?

Casal Heraldo e Anne Beatriz: Primeiro, é preciso entender que a vivência da castidade é um chamado de Deus. É a vontade de Deus para todos os seus filhos.

Mas, o que é a castidade? É viver sua vida humana, sua relação de amor com as pessoas, de forma ordenada para o amor!

Quando falamos viver a castidade, muitos ligam isso à castração. E não é isso! Nós ordenamos nossa capacidade de amar, de nos relacionar, de nos entregar ao outro, para a vontade de Deus, que para os seus filhos – os que caminham para essa vocação – é o matrimônio. Então, qual a consequência de não abraçá-la? Viver uma relação deturpada, onde você, gradativamente, perde sua identidade de filho de Deus. Porque a partir do momento onde você se define como homem e mulher você abraça uma dimensão de uma entrega total. E isso não significa dizer que já no meu namoro posso me entregar totalmente  porque eu acho que eu já amo essa pessoa. Você está em um caminho de descoberta dessa pessoa, e se você se entrega a ela nesse caminho, você pula etapas. E essa etapa pulada vai gerando uma desconfiguração da sua pessoa, porque você se entrega de uma forma desordenada, errada. A partir do momento que você abraça essa consequência, você vai perdendo sua dignidade de filho de Deus, porque você vai se fragmentado, vai dando pedaços de você ao outro, e isso vai fazendo com que você vá perdendo sua essência, sua identidade. Muitas vezes você pode pensar: ‘Ah Heraldo, mas eu já vivi isso, já me entreguei e daí?’ Então, você precisa fazer uma avaliação interior: até aonde sua alma está plenificada diante de Deus? Existe um processo de recomeço que precisa ser vivido, e também é vontade de Deus. E também vai passar pela vivência da castidade, que como falamos é o equilíbrio do seu amor, de ordenar a sua vida para o amor. E a partir desse momento você começa a trilhar esse caminho de algumas práticas espirituais de autoconhecimento e direção espiritual. Você vai encontrando novos métodos, uma nova forma de ordenar sua vida para o amor. 

Considerações feitas pelo casal Rodrigo e Andreia: Parto do pressuposto de que a pessoa que fez essa pergunta seja católico. Então pra perguntar quais as consequências da não vivência da castidade pra essa pessoa. Tudo parte de uma palavrinha-chave dentro do cristianismo: decisão. Nossa vida é feita de escolhas e essas escolhas vão determinando quem de fato seremos. Então, a reflexão que eu faço é se eu fiz uma escolha de ser católico, não posso viver uma vida medíocre. A Igreja me orienta, se ela me orienta deve ter um motivo. 

Primeiro, o que eu decidi. Se decidir, vamos fazer bem feito, sem a questão de ir ou não pro inferno. A castidade nos disciplina. Ela é uma totalidade. Preciso olhar pra mim, e conhecendo-me preciso amar o outro com a mim mesmo. então, o que eu não gostaria que fizesse comigo, vou fazer com o outro. A sexualidade é linda! E infelizmente a não vivência da castidade desfigura essa sexualidade, percebemos isso na forma como se fala ter relações sexuais antes do casamento: fazer bobagem, coisa feia, safadeza, entre outros.

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.