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Notícias › 01/04/2019

Rumo ao Sínodo para a Amazônia: encontro na FAO sobre os povos indígenas

A criação requer ternura e não exclusivamente lucros, é preciso “escutar o grito da terra” nos recorda Dom Fernando Chica Arellanno – observador permanente da Santa Sé junto aos três organismos das Nações Unidas com sede em Roma: FAO, FIDA e PAM – que acolheu o alerta do Papa Francisco a não nos sentirmos “donos absolutos da criação”. O seminário “Os povos indígenas guardiões da natureza: a encíclica Laudato si’ do Papa Francisco e os objetivos de Desenvolvimento Sustentável” reuniu na FAO especialistas e responsáveis de programas para a tutela das populações autóctones.

A caminho do Sínodo sobre a Amazônia

Durante os trabalhos, o cardeal Lorenzo Baldisseri, secretário geral do Sínodo dos Bispos falou sobre a Assembleia Sinodal que será realizada em Roma de 6 a 27 de outubro de 2019. O Sínodo tem como objetivo encontrar novos caminhos para a evangelização, e também a defesa da casa comum”.

Mestiçagem cultural

Dom Lorenzo Baldisseri falou sobre a preparação do Sínodo. Recordou que atualmente estão em fase de Consultas. Já foram feitas 45 assembleias territoriais locais, organizadas pela REPAM. Em fevereiro foi realizado um seminário em Roma com várias delegações e concluiu-se há pouco na Georgetown University di Washington o seminário “Ecologia Integral: uma resposta sinodal a partir da Amazônia e de outros biomas/territórios essenciais para o cuidado da nossa casa comum”. Destas informações e dos questionários distribuídos será feita a redação do Instumentum laboris para os padre sinodais. A segunda fase consiste na celebração da assembleia de outubro e a terceira é a atuação que segue a publicação da exortação apostólica pós-sinodal. Baldisseri também recordou um caminho concreto sugerido pelo Papa Francisco: a urgência de uma “mestiçagem cultural”.

Escutar o grito da terra

Depois de vários testemunhos de representantes de ONGs e de programas internacionais ligados aos povos indígenas, Dom Fernando Chica Arellano concluiu os trabalhos. O seminário foi, segundo o observador permanente, um chamado para custodiar a natureza inspirando-se no comportamento dos povos indígenas que nos ajudam a custodiá-la. De fato, essas populações têm uma relação especial com a terra e a cultivam com o olhar previdente, pensando também nas gerações futuras. No decorrer dos tempos houve um comportamento muitas vezes inescrupuloso, uma colonização econômica, guiada sobretudo por interesses comerciais. Hoje, aumenta cada vez mais a ideia de que seja necessário encaminhar um diálogo com as populações indígenas , afirma Dom Arellano. Devemos respeitar seus direitos, pedir-lhes um consenso prévio e informado, para que eles sejam autênticos interlocutores. Concluindo Dom Arellano diz: isso é um imperativo para a Igreja, uma exigência ética fundamental e irrenunciável para podermos considerar a ideia de ecologia integral das pessoas

Via Vatican News

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